Cirurgia endoscópica da próstata: uma nova tecnologia para tratar a HPB

Quando o paciente tem um aumento benigno da próstata, definido por Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), muitas vezes é necessário remover parte do tecido cirurgicamente, para evitar uma obstrução das vias urinárias e sintomas muito desconfortáveis. Para essa remoção, contamos com várias formas de tratamento. Além das mais clássicas, temos também opções de tratamentos tecnológicos, seguros e eficazes, como as cirurgias endoscópicas com uso de HoLep. Cirurgia Endoscópica com HoLEP A enucleação da próstata, com uso do holmium laser (HoLEP), é feita por um aparelho de endoscopia que passa pela uretra, chegando na próstata e bexiga. O tecido da próstata absorve a energia de laser do aparelho que corta, vaporiza e coagula os tecidos de adenoma (tumor benigno), conforme o médico vai liberando a energia sobre aquela região durante o procedimento. É um tratamento que demonstra maior eficiência do que as técnicas tradicionais e funciona para todos os volumes de próstata. O uso de HoLep, atualmente, é a técnica mais sofisticada para o tratamento de HPB. Isso porque é a única que permite a remoção segura de todo o tecido obstrutivo da próstata e com poucos efeitos colaterais. Além disso, oferece um melhor controle do sangramento intra-operatório. Tratamento com energia bipolar Consagrado por seus benefícios, que incluem: preservação das funções do paciente após a cirurgia, menores danos e maior precisão na operação. Além disso, maior facilidade e menor tempo de recuperação. Podemos utilizar esse recurso na: vaporização do tecido prostático, em caso de próstatas menores e obstrutivas; ressecção transuretral da próstata (RTU), em próstatas medianas, proporcionando menor sangramento e maior segurança em relação a esse mesmo procedimento quando realizado de maneira tradicional; enucleação do tecido prostático aumentado em próstatas mais volumosas, garantindo boa desobstrução da via urinária, resultados mais duradouros, menos danos térmicos e menores chances de sangramento durante o procedimento, menos dor, desconforto e risco de infecção após a operação. São técnicas que agregam no tratamento e o tornam, tanto para pacientes, quanto para médicos, mais tranquilo!

Ureteroscopia flexível: o tratamento a laser para cálculo renal!

Eventualmente a necessidade de remover cirurgicamente uma pedra no rim ou no sistema urinário assusta muitos pacientes, mas esse procedimento não precisa ser invasivo. Hoje contamos com técnicas que potencializam esse tratamento, como a Ureteroscopia, que é a remoção de pedras nos rins e ureter via endoscópica. O que é este procedimento? Este é um procedimento pouco invasivo, feito através de um pequeno dispositivo flexível chamado ureteroscópio, introduzido pela uretra do paciente com anestesia local e que passa pela bexiga, uretra e pode chegar até o rim. Esse procedimento permite ao médico visualizar todo o interior do trato urinário por meio de uma micro câmera de alta definição em sua ponta. Primeiramente o profissional responsável pelo procedimento introduz o ureteroscópio, por meio do qual entra a fibra a laser, e, logo após, localiza o cálculo a fim de quebrá-lo e dissolvê-lo em microfragmentos. O fato do aparelho ser flexível permite que o médico alcance pedras mais distantes, localizadas até no rim. E também é possível a remoção dos cálculos, utilizando pequenos cestos inseridos pelo ureteroscópio. Como funciona o pós operatório? Na maioria desses procedimentos, após finalizados, o médico deixa um cateter interno que vai desde o rim até a bexiga, chamado cateter duplo J. Ele consiste em um fino tubo que ajuda a levar a urina do rim até a bexiga e auxilia na drenagem do pós-operatória, facilitando a cicatrização cirúrgica e permitindo que o paciente se recupere sem passar por cólicas intensas no pós-operatório. Sua remoção ocorre dentro de alguns dias ou semanas. Existe vantagem nesse tratamento a laser? Sim, existe. A principal vantagem da Ureteroscopia, é que ela utiliza as aberturas do próprio corpo e, por isso, dispensa a necessidade de cortes. Motivo pelo qual também as taxas de sucesso desse procedimento são altas e ele possui baixo risco de complicações! A Ureteroscopia flexível serve, principalmente, para cálculos renais de até 2 centímetros, ou cálculos maiores de 2 centímetros com contraindicações para procedimentos mais invasivos.

Cirurgia Laparoscópica e Robótica: as vantagens

Tempos atrás as únicas opções de cirurgias eram as abertas. Hoje em dia, não é mais assim! Esse tipo de cirurgia é a mais clássica existente, e exige a necessidade de cortes maiores, o que implica também em maiores sangramentos, risco de infeções, recuperação mais lenta e um pós operatório mais difícil. Hoje em dia, tanto na medicina em geral quanto na urologia, contamos com técnicas minimamente invasivas. Damos hoje destaque para as cirurgias laparoscópicas e robóticas: dois avanços enormes em relação às cirurgias tradicionais, pois expandem a capacidade de atuação do cirurgião e garantem um tratamento com maiores taxas de sucesso ao paciente, além de dar mais segurança aos procedimentos e melhorar a qualidade do pós operatório. Como funcionam? As técnicas laparoscópicas utilizam um laparoscópio: um endoscópio especial, conectado a uma fonte de luz e a uma câmera de vídeo de alta resolução, que transmite a imagem da região da operação para um monitor onde o médico consegue visualizar, em alta resolução, detalhes da área onde opera. Ademais, os aparelhos pelos quais ele opera são inseridos no paciente por micro incisões, ou seja, cortes muito menores do que os tradicionais, diminuindo, dessa forma, os riscos e facilitando sua recuperação. Já as cirurgias robóticas são evoluções das cirurgias laparoscópicas. Nelas, o médico opera o paciente através de braços robóticos conduzidos à distância, que além de uma visualização em 3D, permitem ao cirurgião realizar movimentos muito mais precisos e delicados, evitando complicações. As incisões são mínimas (ainda menores que na laparoscopia), por isso a perda de sangue é, também, menor, assim como a probabilidade de infecções e o tempo de internação. Além disso, o desempenho do médico também é potencializado, porque ele opera tudo com uma visão privilegiada e dinâmica. Ambas as técnicas, principalmente a robótica, são de grande benefício e avanço. Agregam, e muito, ao tratamento!